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Meus amigos queridos,
Não
chegou a passar uma semana do final da COMEERJ e a saudade é
gigantesca. As lágrimas no meu rosto, porém (e, principalmente,
no rosto das guriazinhas todas de Marília) são de júbilo,
daquela felicidade sublime, com letra maiúscula, típica
de COMEERJ. Não há vida pessoal que permaneça a
mesma depois de uma COMEERJ, assim como não há trabalho
no bem, estudo na casa espírita, nem grupo artístico espírita
cujas atividades não sejam afetadas profundamente depois de uma
COMEERJ. Talvez seja por que lá DESAFIAMOS OS LIMITES DA NOSSA
CAPACIDADE DE AMAR e terminamos por nos surpreender com tudo o que somos
capazes de sentir e de fazer sentir no coração do próximo. Luiz Gustavo Muzzi Sant'Anna - Marília/SP, 25/02/07 Olá, queridos amigos! Com
a COMEERJ chegando, os nosso sentimentos vão se preparando para
mais um encontro inesquecível e emocionante. "COMEERJ:
Como poderia imaginar algo assim? É
isso! Estou contando cada segundo para chegar o melhor Carnaval de todos:
COMEERJ! Queridos amigos, Em
1999 um tal de Maicom Leal nos foi apresentado em um encontro na FEB
(Federação Espírita Brasileira) em Brasília,
falando de um encontro de jovens no Rio onde as pessoas vivenciavam
o amor, riam, eram felizes e por 4 dias falavam sobre o amor de Jesus
e bondade..pensei: "Era um sonhador, em um mundo de tanta desigualdade
ele falava que era possível viver isso..." Cleiton - Brasília, 20/10/2004 Olá! Estou aqui nesta página para falar um pouquinho sobre a Confraternização de Mocidades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro - Comeerj para simplificar. Porque você (ou vc como se fala nos chats) já pensou toda vez que precisar falar no evento dirá: E aí Fulano tu irás para a Confraternização de Mocidades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro? Então o outro responde: (após três segundos de intervalo para puxar o ar e falar de uma só vez) Sim, Ciclano, vou para a Confraternização de Mocidades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro, pois lá é muito bom. Por quê o Amigo pergunta? Arf, arf ,arf... Com certeza os gagos não poderiam ir ao evento por não conseguir pronunciá-lo a tempo. Mas como o movimento Espírita é democrático e o povo fluminense - assim como o brasileiro - adora simplificar nomes, ficou como norma chamá-la de Comeerj e que assim seja. Mas além da nomenclatura existe, antes de tudo, a tradição do evento que entra em sua 24ª edição, acontece sempre no Carnaval, com cerca de três mil espíritas - entre jovens e adultos - concentrados em seus doze pólos que estão espalhados por todo o Estado do Rio de Janeiro. porém, a Comeerj recebe jovens de vários lugares do brasil que não o Rio de Janeiro, como: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Neste momento os leigos devem estar pensando: "Só três mil pessoas se reúnem para ver Friburguense x Madureira em qualquer estádio que tenha esta capacidade de público. Três mil pessoas é a capacidade de alguns templos religiosos que existem no Rio." mas a diferença está nos critérios de seleção para se poder ir à Comeerj. Primeiro a pessoa deve ter, no mínimo, dois anos de presença em uma casa espírita em segundo lugar ele precisa de 70% de freqüência nas reuniões de estudo, mocidade ou evangelização. Além de uma prévia da Comeerj onde ele ficará sabendo as normas de ação que deve seguir dentro do evento. Rigoroso, não? Pois nesse evento o que não importa é a quantidade e sim a qualidade. Isso tudo deve soar meio estranho para quem desconhece o que seja Comeerj. Pois além de seguir uma série de regras para estar numa Comeerj, deve-se seguir uma também série de regras para ficar numa Comeerj e as principais delas referem-se ao vestuário e ao comportamento. parece ser difícil uma pessoa em sã consciência perder o Carnaval, praia, campo ou montanha para freqüentar um lugar desse, mas existem e o pior - quer dizer melhor - gostam e recomendam. Isso me lembra um fato que aconteceu comigo antes de minha primeira ida ao evento. Eu como debutante estava questionando a minha irmã, já experiente do ano anterior, sobre o suposto "retiro": - E aí, maninha? Comé quié esse retiro que a gente vai? Tem piscina? - Não. (responde seca como o Saara) - Mas campo para jogar um futebolzinho tem? - Também não. Tem uma quadra, mas não pode jogar bola, não. - O que!? (um misto de assustado e desesperado) não tem piscina, não tem futebol. Eu vou viver é fora desse lugar, vou dar uma de turista e só volto lá para dormir. - Lá também é proibido sair do local do evento, todas as atividades estão concentradas dentro dele. Responde ela com um leve sorriso no rosto. - Mas, onde nós vamos ficar, numa prisão? - Não, num brizolão. (nome popular dado aos CIEPs do estado) - Pelo menos prá descansar vai dar. (tentando me consolar) E ela responde sem dar trégua: - A última coisa que você vai fazer lá é descansar. Pois todos os estudos e as atividades, que não são poucas, têm um horário, incluindo o banho, o almoço e a hora de dormir. Neste momento defini meu sentimento, era desespero. Mas mesmo assim tentei minha última jogada: - É... O jeito vai ser escolher minhas roupas que privilegiarem mais o meu físico prá ver se eu consigo ficar com umas gatinhas por lá prá não perder a viagem. E ela dá o xeque-mate: - Escuta aqui, seu moleque! Lá não se pode usar essas camisetas "mamãe sou macho" e nem essas bermudas que mais parecem cuecas samba-canção e o maior erro de todos que se pode cometer dentro de uma Comeerj é ficar com alguém dentro dela, nem mesmo se os dois forem namorados. Você entendeu ou quer que eu desenhe? O descontentamento ocupou meu ser e na minha mente só vinham imagens de praias, montanhas e desfiles de escolas de samba que iam se descontruindo enquanto gritava contra os meus pais que me arrastavam para dentro do ônibus: - Socorro alguém me acode!!! Meus pais respondem me empurrando para dentro do ônibus: - Meu filhinho, vai prá Comeerj e se divirta, se tua irmã gostou, você também vai gostar. - Isso mesmo, filhão, teu pai nunca te mandaria prá tão longe só prá ficar com sua mãe, na praia, sem vocês por quatro dias. A felicidade disfarçada dos meus pais se contrastava com a minha agonia. Mas, como diz o dito popular "o que não tem remédio, remediado está. Lá fui eu tentar descobrir o porque da felicidade de tantas pessoas naquele ônibus, sabendo o lugar para onde eles iriam. Se fossem todos uns "carolas" era até compreensível, mas tinha algumas pessoas ali que gostavam mais de uma bagunça do que eu e mesmo assim estavam felizes. Minha irmã é um exemplo, ela saía - sai até hoje - todos os sábados à noite para alguma festa adora qualquer música dançante e gosta de "fofocar" com as amigas, mas quando chega o Carnaval - época que todos caem na folia - o que ela faz? Vai para a Comeerj. Mesmo abatido, isto me dava esperança de que esse lugar seria bom de alguma forma. Chegando lá, notei um clima diferente ao descer do ônibus. Em princípio achei que era a diferença de temperatura entre a cidade que parti, Magé-RJ, e a cidade em que me encontrava, Petrópolis-RJ. Mas percebi que era o ambiente do local que era diferente. Algumas pessoas tocavam e cantavam as mais belas músicas que falavam de amizade, amor e alegria, enquanto outras vinham cumprimentar com um forte abraço a todos aqueles que desciam do ônibus, inclusive eu que não conhecia ninguém. Quando me dei conta, já estava cantando, dançando e confraternizando com diversas pessoas que mal conhecia, mas mesmo assim, naturalmente, comecei a mostrar um grande sorriso no rosto. Lá conheci minhas amizades mais sinceras até hoje, lá chorei como não chorava desde a infância. E esse choro não era de dor ou mágoa e sim de algo que estava mudando dentro de mim e as lágrimas representavam o meu forte desejo de mudar, de me tornar uma pessoa melhor. E na hora de partir... Mais choro, desta vez de saudade, e mais uma vez foi necessário me arrastar para voltar para dentro do ônibus. É... Isso já faz sete anos... E toda vez que me lembro me bate a mesma emoção. Por isso, hoje, aos 20 anos continuo freqüentando a mesma Comeerj como se fosse a primeira. E continuo ouvindo dos espíritas mais novos as mesmas perguntas que fiz à minha irmã há sete anos atrás: - Marcele, me diz a verdade, comé quié esse negócio de Comeerj? É bom mesmo? Lá tem piscina? E futebol, rola? E as garotas... Marcelo Gulão Pimentel É difícil para mim dizer o que a Comeerj significa em minha vida. Eu me lembro bem quando, pela primeira vez, ouvi falar dela... Era o ano de 1988 e eu freqüentava a pré-mocidade em Três Rios. A princípio, ridicularizei a idéia , dizendo ser coisa de carola e fanático deixar o carnaval... Mas, ainda bem, no mesmo ano fui ao meu primeiro encontro espírita, foi em Valença, o Mejeval. Fiquei extasiado e encantado com a experiência! Assim que voltei para Três Rios fiz minha inscrição para a minha primeira Comeerj, que foi em 1989. Foi a estréia não só para mim, mas para toda uma turminha: eu, Alex, Klaus, Saulo, entre outros... E a Comeerj não nos decepcionou. Foram momentos mágicos de alegria, troca de experiências, convivência fraterna, estudo, reflexão, troca de experiências e inúmeras amizades! Com o passar dos anos, a Comeerj se incorporou cada vez mais em minha vida: fui confraternista (comecei no Sementes de Luz!), companheiro, coordenador de grupo e , agora, coordenador da equipe de estudos. O nosso objetivo, de todos os membros de equipe, é criar uma Comeerj cada vez melhor, comprovarmos nesses quatro mágicos dias que o mundo e nós mesmos podemos ser muito melhores: alcançar uma felicidade que não traga desequilíbrios ou arrependimento depois; conseguir conviver fraternalmente, perdoando e com boa vontade; estudando com seriedade e alegria; nos relacionarmos de coração aberto e expressarmos nosso afeto sem medos; enfim, a Comeerj é um imenso laboratório para desenvolvermos virtudes e vivermos por antecipação, nem que seja só por 4 dias ao ano, num mundo de regeneração! São oportunidades que não encontramos todo dia e que não podemos perder! Aguardamos você para tornarmos ainda mas especial nossa Comeerj! Um forte abraço fraterno em todos, Alexander Comeerj
para nós sempre foi a oportunidade de viver com os irmãos
por 4 dias como imaginamos será a nossa convivência no
futuro: em paz e trabalhando fraternalmente. Um abraço e muita paz a todos, Os irmãos Consuelo e Teddy |
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