<%@LANGUAGE="JAVASCRIPT" CODEPAGE="1252"%> XXIX Comeerj - Pólo XII - Caná da Galiléia
     
 
 


Questões básicas sobre o Esperanto (1)

O que é o Esperanto ?

O Esperanto é a língua internacional criada pelo Dr. Lázaro Luís Zamenhof, nascido na Polônia. Esta língua foi lançada em 1887. O objetivo do Esperanto não é o de substituir os idiomas nacionais, mas o de ser a segunda língua de cada povo. (2) Presentemente, se faz muito necessário o uso do Esperanto, pela simples razão de ser ele absolutamente neutro. Portanto, podemos até dizer: “Para cada povo uma língua e para todos os Esperanto”. (3)

E o inglês ?

O inglês é uma língua extremamente útil na atualidade, pois é considerado hoje uma língua franca ou auxiliar. Mas, é uma língua nacional e com isso traz problemas de nacionalismos. Ele sempre trará problemas de relacionamentos do tipo superior-inferior e isso não é democracia! O grego, o latim e o francês, já foram como o inglês. A História lembra-nos que tais línguas só foram dominantes, após os seus povos terem dominado o mundo. Hoje o modelo dos EUA predomina, mas se algum dia o Japão vier a dominar o mundo economicamente, teríamos que aprender o japonês? Claro que não deveríamos! Na ECO-92, no Rio, vimos o caos lingüístico que se gerou, quando os tradutores cruzaram os braços por falta de pagamento. As reuniões do Fórum Global praticamente não mais aconteceram! (4) Se o inglês fosse realmente uma língua internacional, isso não poderia ocorrer. Portanto, o Esperanto é a solução presente e futura para o idioma internacional.

Como é o Esperanto?

Este idioma foi composto baseando-se nas línguas modernas. A Academia Francesa de Ciências o qualificou como “uma obra-prima de lógica e simplicidade”. A sua gramática é extremamente simples (mas que necessita de dedicação para o seu aprendizado) (5), não há irregularidades, nem exceções. Não há complicações ortográficas, a cada letra corresponde um som e vice-versa. O vocabulário corresponde a um número limitado de radicais, que são basicamente internacionais. Os sufixos e prefixos geram um grande número de novos vocábulos e variantes. A língua portanto é muito rica e excepcionalmente flexível.

Há dialetos em Esperanto ?

Impossível que venha acontecer, pois os esperantistas de todo mundo primam pela compreensão uns dos outros. Um esperantista japonês fará o melhor possível para falar com um esperantista árabe ou brasileiro (sempre respeitando as regras gramaticais, a pronúncia e etc) (6). Caso contrário, não se entenderiam! Além disso, há uma Academia de Esperanto, composta de lingüístas notáveis que controlam o desenvolvimento da língua e sua utilização em todo o mundo. Como todo idioma nacional, o Esperanto também evolui, mas os neologismos e arcaísmos não perturbam o fundamento básico da língua internacional. Um livro escrito há cem anos em Esperanto é facilmente compreendido por qualquer esperantista, o mesmo poderia não ser tão simples com os idiomas nacionais.

Como se pratica o Esperanto ?

Os esperantistas praticam o Esperanto em mais de 300 congressos, eventos e seminários que ocorrem todos os anos. O principal é o congresso mundial da “Universala Esperanto-Asocio” que acontece desde 1905, aliás interrompido só nos períodos das grandes guerras mundiais. Há mais de 100 periódicos escritos na língua internacional. Além disso, temos os clubes esperantistas, no mundo inteiro, que se reúnem semanalmente para cursos e palestras. Só no Brasil, temos mais de 70 clubes em diversos estados brasileiros. Temos ainda, várias rádios no mundo transmitindo em Esperanto. Somando-se todas as transmissões, teríamos o correspondente a mais de 5 horas consecutivas por dia somente em Esperanto.

E os livros em Esperanto ?

Há mais de 50.000 escritos na língua internacional, de caráter científico e literário. (7) Praticamente, todas as grandes obras literárias já foram traduzidas para o Esperanto. Desde a Bíblia, o Alcorão até as obras como as de Shakespeare, Goethe, Garcia Lorca e Jorge Amado. Há muitos trabalhos originais em Esperanto também. Algumas obras escritas originalmente nesse idioma se tornaram tão importantes que foram traduzidas para vários outros idiomas. Ser esperantista é ser privilegiado culturalmente, pois pode-se ler sempre uma boa obra no idioma internacional. Os assuntos são muitos mais internacionais. Lêem-se muito mais temas sobre a Hungria, a China, a Suécia, entre outras nações, do que leríamos em Português. O que se lê em Esperanto normalmente é muito bom, pois todos os esperantistas trazem o melhor de sua cultura para o idioma internacional!

O Esperanto já foi reconhecido pela ONU ?

Por duas vezes a ONU através da Unesco, em 1954 e em 1985, reconheceu o Esperanto e seu desenvolvimento no campo internacional. Além disso, a Unesco recomendou aos estados-membros que ampliassem o ensino do Esperanto. Este fato é muito importante, mas para torná-lo eficaz é necessário ir à luta e divulgar o Esperanto. Os esperantistas do Brasil e do mundo preocupam-se com a sua divulgação. Sabemos que o mundo precisa se conscientizar sobre o problema da necessidade da língua internacional, portanto é necessário sempre divulgá-la. As pessoas precisam aprendê-la e não prejulgá-la erroneamente. Já se viram muitos não-esperantistas combater o Esperanto, mas certamente ninguém que o aprendeu até hoje, o rejeitou como uma coisa sem valor.

Aprenda-o e julgue por você mesmo! (8)

Celso José Tinta.


(1) Material adquirido no 15º.ENCONTRO ESTADUAL DE ESPERANTO ocorrido nos dias 17e18/05/2003, em Valença-RJ, tendo como tema central: Esperantistas e Integração.
(2) Grifo nosso.
(3) Idem.
(4) Idem.
(5) Comentário nosso.
(6) Idem.
(7) Grifo nosso.
(8) Idem.

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