Depoimentos

Confira o que diz quem já participou da Comeerj


           Meus amigos queridos,
           Não chegou a passar uma semana do final da COMEERJ e a saudade é gigantesca. As lágrimas no meu rosto, porém (e, principalmente, no rosto das guriazinhas todas de Marília) são de júbilo, daquela felicidade sublime, com letra maiúscula, típica de COMEERJ. Não há vida pessoal que permaneça a mesma depois de uma COMEERJ, assim como não há trabalho no bem, estudo na casa espírita, nem grupo artístico espírita cujas atividades não sejam afetadas profundamente depois de uma COMEERJ. Talvez seja por que lá DESAFIAMOS OS LIMITES DA NOSSA CAPACIDADE DE AMAR e terminamos por nos surpreender com tudo o que somos capazes de sentir e de fazer sentir no coração do próximo.
          
É o que, enfim, após dez anos de plantação sem quase colheita (minha primeira COMEERJ aconteceu em 1997), pude sentir que finalmente aconteceu na nossa querida Marília, mais especificamente na mocidade que eu freqüento.
          
Todos os jovens voltaram num deslumbramento lindo, num estado de quase êxtase pela descoberta do verdadeiro amor. Tanto isso é verdade, que hoje me emocionei demais na vibração de abertura da nossa reunião de mocidade.
          
Percebi que as meninas todas chegaram meia hora mais cedo só para desfrutar do prazer da companhia uma da outra. Cantaram com uma emoção que não julgavam possível caber dentro de si mesmas antes de conhecer a COMEERJ.
          
Emocionaram-se e emocionaram produndamente a todos os presentes: crianças da evangelização infantil, pais e demais integrantes da mocidade que ainda não puderam conhecer a COMEERJ. É um momento lindo, que marca o início do despertar de toda uma comunidade para a vivência efetiva do amor.
          
Elas, agora, querem estudar tudo, querem trabalhar em todas as frentes, querem aprender violão, visitar o asilo, cantar no grupo coral que estamos iniciando (o primeiro da história do Movimento Espírita de Marília) e confraternizar sempre que sobra um tempinho, mantendo-se unidas para preservar o clima elevado de COMEERJ.
          
Não bastasse isso, uma surpreendente revolução está tendo início também nos demais setores nossa casa espírita (quem é paulista entenderá bem a grandiosidade do que vou relatar agora). Este ano, como muitos devem saber, conseguimos a proeza de levar conosco o presidente de nossa casa espírita. Muito embora tenha ido mais para cuidar da filha dele do que propriamente conhecer e curtir o encontro, ele voltou a Marília na mesma empolgação que os jovens. Com o coração aberto, contou hoje à mocidade que já tinha participado de uns raros estudos, em toda a vida dele, com tanta qualidade como os da COMEERJ. Porém, afirmou comovido que a vivência intensa da fraternidade como se dá na COMEERJ jamais houvera imaginado existir neste mundo. Confessou somente agora compreender o que é que move multidões de trabalhadores a vincularem-se, devotadas e felizes, a certas (e raras, infelizmente) casas espíritas de nosso país, a ponto de muitos não entenderem ao certo o que os move a trabalhar no bem de maneira tão intensa e abnegada, fugindo completamente à regra. A COMEERJ mostrou a ele que podemos ir muito além da mera satisfação do intelecto dos freqüentadores, jovens e trabalhadores das nossas casas espíritas. Mostrou a ele o caminho para conquistar os corações alheios e transformar a participação nas atividades da casa em um imenso prazer, em uma imensa alegria para todos.
          
Foi então que, movido por esse lindo espírito de COMEERJ, ele retornou à casa espírita ávido por mudanças radicais: quer promover confraternizações regulares envolvendo todos os trabalhadores, jovens e demais freqüentadores da casa, nos moldes da COMEERJ, a fim de estimular a união de todos pelo sentimento, pela emoção; quer inserir a música em todas as atividades da casa, ou seja, por ele teríamos voz, violão e muita emoção na preparação do ambiente vibratório para as atividades (sorte que temos vários violeiros saindo do forno já, já!); aproveitando o gás da turma jovem, iniciou, mais do que depressa, o encaminhamento de muitos adolescentes aos trabalhos de evangelização, usando e abusando da música para educar a garotada, divertindo. E ele vai conseguir colocar em prática tudo isso, porque a receptividade dos pais e dos demais trabalhadores da casa foi incrível!
          
Enquanto o deslumbramento com a COMEERJ permanecia apenas no meio jovem, ainda dava para cogitar a "tese do exagero pueril", mas ao tomarem contato com o mesmo espírito de COMEERJ no nosso presidente, caiu por terra a frieza e o famigerado ceticismo paulista, graças a Deus. E isso sem contar o estímulo à espontaneidade benéfica, exteriorizado nos abraços calorosos que rechearam de sentimentos bons as nossas primeiras atividades do pós-COMEERJ, a ponto de desmontar até os mais envergonhados ou desconfiados.
          
Muito obrigado, família COMEERJ, por nos ajudar a descobrir que o amor não tem limites!
          
É por tudo isso que gostaria de lhes agradecer da forma mais terna, mais comovida, pela parcela de contribuição que coube a cada um nesse evento maravilhoso. COMEERJ não é um lugar, não são algumas pessoas que dirigem um pólo e preparam as atividades, ou então um aglomerado específico de jovens, mas sim a comunhão no bem de tantos pensamentos e vibrações elevadas. Assim como cada confraternista colaborou com seus sentimentos, suas idéias e seu trabalho para o evento, não resta dúvida de que as obras que começam (ou continuam) a se erguer por todo o país a partir desse impulso divino são também obras de cada um de vocês!
           Muito obrigado, irmãos queridos, amigos do coração, trabalhadores da última hora! Permaneçamos sempre unidos nesse ideal sublime para SERMOS E INSPIRARMOS NAS PESSOAS à nossa volta os princípios da transformação benéfica que constituirá o alicerce, a base, a fundação do Planeta de Regeneração, do Reino de Deus na Terra.

           Luiz Gustavo Muzzi Sant'Anna - Marília/SP, 25/02/07


          Olá, queridos amigos!
          
Com a COMEERJ chegando, os nosso sentimentos vão se preparando para mais um encontro inesquecível e emocionante.
          
Para relembrarmos um pouquinho o que aconteceu, gostaria de compartilhar o texto que li a todos na COMEERJ passada. Com muita emoção, posso dizer a todos que estarei de volta em 2007 e para as pessoas que ainda estão indecisas: vocês não se arrependerão!
          
Aqui vai o texto que evidencia o momento que passamos juntos:
          "COMEERJ: Como poderia imaginar algo assim?
          
Algo tão bom, tão sublime como estar aqui hoje com todos vocês, compartilhando esses sentimentos tão bons!
          
Advérbios de intensidade me faltam neste momento que, para mim, ficará marcado sempre em minh'alma.
          
Saber que todos aqui são meus irmãos e ter a certeza de que vocês me aceitam como sou, me faz sentir-me forte e acreditar que 'lá fora' eu posso encontrar pessoas incrivelmente belas: belas de espírito.
          
Nossa tarefa aqui não é em vão, devemos ilumir nosso irmãos descrentes ou que ainda não receberam tal benção. Iluminar e que seja apenas um feixe de luz, pois um raio, por menor que seja, destaca-se na escuridão, porém, na claridade, não há nenhum indício de trevas.
          
Levarei cada um de vocês comigo. Cada peculiaridade, cada sorriso, cada abraço recebido nesse momento tão mágico.
          
Amigos, sei que posso contar com todos vocês, pois estes quatro dias fizeram com que amizades verdadeiras e livres de preconceitos se consolidassem para sempre.
          
Obrigada a todos! Levarei todos vocês sempre em meu coração!"
          É isso! Estou contando cada segundo para chegar o melhor Carnaval de todos: COMEERJ!
          
          
Grande abraço a todos,

          
Dani - Andradina/SP, 09/11/2006


          Queridos amigos,

 

          Em 1999 um tal de Maicom Leal nos foi apresentado em um encontro na FEB (Federação Espírita Brasileira) em Brasília, falando de um encontro de jovens no Rio onde as pessoas vivenciavam o amor, riam, eram felizes e por 4 dias falavam sobre o amor de Jesus e bondade..pensei: "Era um sonhador, em um mundo de tanta desigualdade ele falava que era possível viver isso..."
          Acreditando no tal de Maicom Leal, juntamos uma turma do centro e embarcamos em um ônibus que parecia ser do período jurássico, realmente era uma viagem histórica, por 24 horas fomos de brasília ao Rio, viagem que em um ônibus do século 21 poderia ser feita em 1
7 horas, mas muitos animados, eu especialmente, pois estava indo pela primeira vez ao Estado do Rio de Janeiro, poderia conhecer as praias do Rio, quem sabe ir para um escola de samba, o tal de maicom me falou que era um retiro, mas eu na minha sandice, endendi o contrário - retirar - e era minha idéia, enquanto alguns em retiro eu me retiraria para as escolas de samba e tudo que o Rio oferecece, de sunga na mala, jogos, dominós, óculos de mergulho estava eu.
          Quando nosso enorme dinossauro aproximava-se do Ciep, a 1ª impressão foi boa pois as grades eram pequenas, ótimas para uma escapada a noite, ficava a um pouquinho mais de 1 hora da praia, dava para pegar outro ônibus e pegar meus jacarés, de surfista do planalto central.
          Porém, pisando no território da comeerj, fui recebido por calorosos abraços de pessoas que ainda não conhecia, todas demonstrando sinceridade e amor.
          O clima foi me envolvendo e fui esquecendo dos pensamentos inconsequentes. Por quatro dias esqueci totalmente de todos os meus desejos, fiz amizades, ri, encantei-me e quando o evento acabou eu estava lá estático, em uma roda chorando e abraçando a todos e sem vontade de ir embora.
          Já se passaram 6 anos, 6 carnavais que passo na comeerj, na minha mala já não vão mais aqueles acessórios desnecessários, e nem os pensamentos erroneos, mas sim, uma grande sede de aprender e refletir sobre meu papel neste mundo, a comeerj me ensinou que há um mundo possível de amor, que há pessoas boas e sinceras.
          Comeerj, plantou sementes na turma de Brasília, que agora começam a florescer em forma de um evento, O Enjesp (Encontro de Juventudes Espíritas), copiamos muitas coisas de vocês, mas o que é bom tem que ser copiado mesmo, queremos oferecer aos jovens tudo que de bom nos foi oferecido.
          Só tenho a agradecer a todos da comeerj por me tolerar, por enxugar minhas lágrimas e por me dar forças, fiz amigos inesquecíveis que passo o ano todo lembrando, e agradeço também a esse tal de maicom leal, que agora não é mais o tal e sim o amigão do peito Maicom Leal, (Maicom Sim) que nos possibilitou acesso a todo este mundo comeerjiano.

          Cleiton - Brasília, 20/10/2004

 




          Olá! Estou aqui nesta página para falar um pouquinho sobre a Confraternização de Mocidades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro - Comeerj para simplificar. Porque você (ou vc como se fala nos chats) já pensou toda vez que precisar falar no evento dirá:
          E aí Fulano tu irás para a Confraternização de Mocidades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro? Então o outro responde: (após três segundos de intervalo para puxar o ar e falar de uma só vez)
          Sim, Ciclano, vou para a Confraternização de Mocidades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro, pois lá é muito bom. Por quê o Amigo pergunta? Arf, arf ,arf...
          Com certeza os gagos não poderiam ir ao evento por não conseguir pronunciá-lo a tempo. Mas como o movimento Espírita é democrático e o povo fluminense - assim como o brasileiro - adora simplificar nomes, ficou como norma chamá-la de Comeerj e que assim seja. Mas além da nomenclatura existe, antes de tudo, a tradição do evento que entra em sua 24ª edição, acontece sempre no Carnaval, com cerca de três mil espíritas - entre jovens e adultos - concentrados em seus doze pólos que estão espalhados por todo o Estado do Rio de Janeiro. porém, a Comeerj recebe jovens de vários lugares do brasil que não o Rio de Janeiro, como: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
          Neste momento os leigos devem estar pensando: "Só três mil pessoas se reúnem para ver Friburguense x Madureira em qualquer estádio que tenha esta capacidade de público. Três mil pessoas é a capacidade de alguns templos religiosos que existem no Rio." mas a diferença está nos critérios de seleção para se poder ir à Comeerj. Primeiro a pessoa deve ter, no mínimo, dois anos de presença em uma casa espírita em segundo lugar ele precisa de 70% de freqüência nas reuniões de estudo, mocidade ou evangelização. Além de uma prévia da Comeerj onde ele ficará sabendo as normas de ação que deve seguir dentro do evento. Rigoroso, não? Pois nesse evento o que não importa é a quantidade e sim a qualidade.
          Isso tudo deve soar meio estranho para quem desconhece o que seja Comeerj. Pois além de seguir uma série de regras para estar numa Comeerj, deve-se seguir uma também série de regras para ficar numa Comeerj e as principais delas referem-se ao vestuário e ao comportamento. parece ser difícil uma pessoa em sã consciência perder o Carnaval, praia, campo ou montanha para freqüentar um lugar desse, mas existem e o pior - quer dizer melhor - gostam e recomendam. Isso me lembra um fato que aconteceu comigo antes de minha primeira ida ao evento. Eu como debutante estava questionando a minha irmã, já experiente do ano anterior, sobre o suposto "retiro":
          - E aí, maninha? Comé quié esse retiro que a gente vai? Tem piscina?
          - Não. (responde seca como o Saara)
          - Mas campo para jogar um futebolzinho tem?
          - Também não. Tem uma quadra, mas não pode jogar bola, não.
          - O que!? (um misto de assustado e desesperado) não tem piscina, não tem futebol. Eu vou viver é fora desse lugar, vou dar uma de turista e só volto lá para dormir.
          - Lá também é proibido sair do local do evento, todas as atividades estão concentradas dentro dele. Responde ela com um leve sorriso no rosto.
          - Mas, onde nós vamos ficar, numa prisão?
          - Não, num brizolão. (nome popular dado aos CIEPs do estado)
          - Pelo menos prá descansar vai dar. (tentando me consolar)
E ela responde sem dar trégua:
          - A última coisa que você vai fazer lá é descansar. Pois todos os estudos e as atividades, que não são poucas, têm um horário, incluindo o banho, o almoço e a hora de dormir.
          Neste momento defini meu sentimento, era desespero. Mas mesmo assim tentei minha última jogada:
          - É... O jeito vai ser escolher minhas roupas que privilegiarem mais o meu físico prá ver se eu consigo ficar com umas gatinhas por lá prá não perder a viagem.
          E ela dá o xeque-mate:
          - Escuta aqui, seu moleque! Lá não se pode usar essas camisetas "mamãe sou macho" e nem essas bermudas que mais parecem cuecas samba-canção e o maior erro de todos que se pode cometer dentro de uma Comeerj é ficar com alguém dentro dela, nem mesmo se os dois forem namorados. Você entendeu ou quer que eu desenhe?
          O descontentamento ocupou meu ser e na minha mente só vinham imagens de praias, montanhas e desfiles de escolas de samba que iam se descontruindo enquanto gritava contra os meus pais que me arrastavam para dentro do ônibus:
          - Socorro alguém me acode!!!
          Meus pais respondem me empurrando para dentro do ônibus:
          - Meu filhinho, vai prá Comeerj e se divirta, se tua irmã gostou, você também vai gostar.
          - Isso mesmo, filhão, teu pai nunca te mandaria prá tão longe só prá ficar com sua mãe, na praia, sem vocês por quatro dias.
          A felicidade disfarçada dos meus pais se contrastava com a minha agonia.
          Mas, como diz o dito popular "o que não tem remédio, remediado está. Lá fui eu tentar descobrir o porque da felicidade de tantas pessoas naquele ônibus, sabendo o lugar para onde eles iriam. Se fossem todos uns "carolas" era até compreensível, mas tinha algumas pessoas ali que gostavam mais de uma bagunça do que eu e mesmo assim estavam felizes. Minha irmã é um exemplo, ela saía - sai até hoje - todos os sábados à noite para alguma festa adora qualquer música dançante e gosta de "fofocar" com as amigas, mas quando chega o Carnaval - época que todos caem na folia - o que ela faz? Vai para a Comeerj.
          Mesmo abatido, isto me dava esperança de que esse lugar seria bom de alguma forma.
          Chegando lá, notei um clima diferente ao descer do ônibus. Em princípio achei que era a diferença de temperatura entre a cidade que parti, Magé-RJ, e a cidade em que me encontrava, Petrópolis-RJ. Mas percebi que era o ambiente do local que era diferente. Algumas pessoas tocavam e cantavam as mais belas músicas que falavam de amizade, amor e alegria, enquanto outras vinham cumprimentar com um forte abraço a todos aqueles que desciam do ônibus, inclusive eu que não conhecia ninguém. Quando me dei conta, já estava cantando, dançando e confraternizando com diversas pessoas que mal conhecia, mas mesmo assim, naturalmente, comecei a mostrar um grande sorriso no rosto.
          Lá conheci minhas amizades mais sinceras até hoje, lá chorei como não chorava desde a infância. E esse choro não era de dor ou mágoa e sim de algo que estava mudando dentro de mim e as lágrimas representavam o meu forte desejo de mudar, de me tornar uma pessoa melhor. E na hora de partir... Mais choro, desta vez de saudade, e mais uma vez foi necessário me arrastar para voltar para dentro do ônibus.
          É... Isso já faz sete anos... E toda vez que me lembro me bate a mesma emoção. Por isso, hoje, aos 20 anos continuo freqüentando a mesma Comeerj como se fosse a primeira. E continuo ouvindo dos espíritas mais novos as mesmas perguntas que fiz à minha irmã há sete anos atrás:
          - Marcele, me diz a verdade, comé quié esse negócio de Comeerj? É bom mesmo? Lá tem piscina? E futebol, rola? E as garotas...

          Marcelo Gulão Pimentel


          É difícil para mim dizer o que a Comeerj significa em minha vida. Eu me lembro bem quando, pela primeira vez, ouvi falar dela... Era o ano de 1988 e eu freqüentava a pré-mocidade em Três Rios. A princípio, ridicularizei a idéia , dizendo ser coisa de carola e fanático deixar o carnaval... Mas, ainda bem, no mesmo ano fui ao meu primeiro encontro espírita, foi em Valença, o Mejeval.           Fiquei extasiado e encantado com a experiência! Assim que voltei para Três Rios fiz minha inscrição para a minha primeira Comeerj, que foi em 1989.           Foi a estréia não só para mim, mas para toda uma turminha: eu, Alex, Klaus, Saulo, entre outros... E a Comeerj não nos decepcionou. Foram momentos mágicos de alegria, troca de experiências, convivência fraterna, estudo, reflexão, troca de experiências e inúmeras amizades! Com o passar dos anos, a Comeerj se incorporou cada vez mais em minha vida: fui confraternista (comecei no Sementes de Luz!), companheiro, coordenador de grupo e , agora, coordenador da equipe de estudos. O nosso objetivo, de todos os membros de equipe, é criar uma Comeerj cada vez melhor, comprovarmos nesses quatro mágicos dias que o mundo e nós mesmos podemos ser muito melhores: alcançar uma felicidade que não traga desequilíbrios ou arrependimento depois; conseguir conviver fraternalmente, perdoando e com boa vontade; estudando com seriedade e alegria; nos relacionarmos de coração aberto e expressarmos nosso afeto sem medos; enfim, a Comeerj é um imenso laboratório para desenvolvermos virtudes e vivermos por antecipação, nem que seja só por 4 dias ao ano, num mundo de regeneração! São oportunidades que não encontramos todo dia e que não podemos perder! Aguardamos você para tornarmos ainda mas especial nossa Comeerj!

          Um forte abraço fraterno em todos,

          Alexander


          Comeerj para nós sempre foi a oportunidade de viver com os irmãos por 4 dias como imaginamos será a nossa convivência no futuro: em paz e trabalhando fraternalmente.
          Sempre trabalhamos pela Doutrina Espírita por acreditarmos que é algo que realmente nos envolve e traz paz. No passado morávamos em Cachoeiro do Itapemirim - ES e lá desenvolvíamos nossas tarefas. Mudamos depois de anos para o Município de Vassouras - RJ onde buscamos Casas Espíritas afim de nos filiarmos e continuar a tarefa, contudo foi muito difícil, afinal, o que encontramos eram instituições que trabalhavam por si mesmas, deixando de lado a proposta de Unificação proposta por Bezerra de Menezes. Morando em uma cidade sem movimento espírita procuramos nunca perder o contato com os trabalhos sérios desenvolvidos nesta região. Foi aí que recebemos o convite do companheiro Fernando Hottum que esteve, há quase oito anos atrás, convidando-nos a participarmos de um novo pólo de Comeerj que havia sido criado. Para nós era a oportunidade que faltava, primeiramente, por possibilitar a confraternização com pessoas que dividiam o nosso ideal, e por outro lado, seria a forma de que as pessoas que dividiam conosco o convívio na Casa Espírita que freqüentávamos pudessem perceber que havia muito a se fazer.
          Assim, conseguimos após algum tempo, devido a percepção de nossa alegria e a possibilidade de mudança que os contatos já haviam proporcionado, trazermos alguns companheiros da cidade para participar da Comeerj.
          Conforme esperávamos o clima de estudos envolvidos da confraternização encheram de alegria aqueles que participaram conosco da Comeerj. Logo a alegria de divulgar a Doutrina Espírita foi possível com o entusiasmo que a Comeerj mostrou aos companheiros que aceitaram nosso convite e participaram por 2 anos seguidos.
          Este entusiasmo não foi passageiro. Enfrentávamos durante muito tempo, problemas para implantação de atividades de estudo, evangelização, etc. Assim os companheiros já conscientes da responsabilidade nos ajudaram a fundar uma Casa Espírita com o objetivo de trazer ao nosso município a Doutrina de forma clara e concisa, no exercício de esclarecimento e divulgação. Hoje, o Grupo Espírita Allan Kardec é o resultado direto e muito gratificante de nossas participações no pólo XII da Comeerj.

          Um abraço e muita paz a todos,

          Os irmãos Consuelo e Teddy